UN-DEC-2025-Portuguese

Volume 09

NESTA EDIÇÃO

Perspectivas da Indústria

Akbar Moideen Thumbay,

Vice-Presidente, Divisão de

Saúde, Thumbay Group, EAU

Destaque de Liderança

Dr. Bertrand Haan, Sorbonne

University Abu Dhabi (SUAD),

EAU

Foco Regional

Dr. Ashraf Mahate, Conselho

Consultivo Acadêmico,

Studiosity, EAU

Perspectivas Acadêmicas

Dra. Rahaf Ajaj, Abu Dhabi

University (ADU), EAU

Oussama Ramzi Khettabi,

Pesquisador de

Pós-Graduação, Bournemouth

University, Reino Unido

Multilingual Global Exclusive

Dezembro 2025

A próxima geração

da internacionalização:

Lições da NAFSA

Dra. Fanta Aw, Diretora Executiva e CEO da NAFSA

Destaque de Liderança

02

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

Sumário

Editorial

Bem-vindos à UniNewsletter

Por Dra. Laura Vasquez Bass

Editora-Chefe

04

Perspectivas

da Indústria

Lições de inovação do Thumbay Group:

Um ecossistema de saúde

Entrevista com Akbar Moideen

Thumbay, Vice-Presidente, Divisão de

Saúde, Thumbay Group, EAU

08

Destaque de

Liderança

NAFSA: Sobre se tornar “o articulador

global e a consciência da educação

internacional”

Entrevista com a Dra. Fanta Aw,

Diretora Executiva e CEO da NAFSA:

Associação de Educadores Internacionais

14

Destaque de

Liderança

História, Humanidade e Ensino Superior:

Entrevista sobre a arte da liderança na

Sorbonne University Abu Dhabi com o

Dr. Bertrand Haan, Vice-Reitor de

Assuntos Acadêmicos

22

Foco Regional

Estudantes do Oriente Médio

esperam e desejam suporte de IA, e

veem o futuro com otimismo

Dr. Ashraf Mahate, Conselho

Consultivo Acadêmico, Studiosity,

EAU

28

Perspectivas

Acadêmicas

Uma carreira de impacto — minha

trajetória de Reguladora Nacional a Líder

Acadêmica

Dra. Rahaf Ajaj, PhD, CSci, SFHEA

Professora Associada de Saúde e Segu-

rança Ambiental, Faculdade de Ciências

da Saúde, Abu Dhabi University (ADU), EAU

34

Perspectivas

Acadêmicas

Como as mídias sociais estão moldando

a mobilidade internacional estudantil

Oussama Ramzi Khettabi, Pesquisador de

Pós-Graduação, Bournemouth University,

Reino Unido

40

MATÉRIA DE CAPA

Página 13

Página 37

Página 19

“ A próxima era para

o Thumbay Group

significa tornar-se

um ecossistema

acadêmico de saúde

reconhecido

globalmente,

habilitado por

tecnologia e centrado

no paciente.”

06

| Balancing Tradition and Transformation: Place and the Future of Universities

Dra. Laura Vasquez Bass

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

04

Bem-vindos à

UniNewsletter

N O T A D A E D I T O R A - C H E F E

05

Dra. Laura Vasquez Bass

EDITORIAL

Editora-chefe

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

06

Bem-vindos à

UniNewsletter:

Num momento em que o ensino superior

busca reinventar seu propósito global, esta

edição da UniNewsletter, “A Próxima Geração

da Internacionalização: Lições da NAFSA”, nos

convida a refletir sobre como as instituições

podem ir além da simples expansão e, de fato,

renovar seu engajamento internacional. O

título desta edição se inspira na entrevista da

seção Destaque de Liderança, com a Dra.

Fanta Aw, Diretora Executiva e CEO da NAFSA:

Associação de Educadores Internacionais, que

descreve a missão da NAFSA em se tornar “o

grande ponto de encontro e a consciência da

educação internacional”. Suas palavras nos

provocam a enxergar a internacionalização

não apenas como uma rede de parcerias ou

programas de mobilidade, mas como um

projeto ético compartilhado — enraizado no

diálogo, na inclusão e na cocriação de comu-

nidades globais de aprendizado realmente

recíprocas.

Na seção Perspectivas da Indústria, Akbar Moi-

deen Thumbay, Vice-Presidente da Divisão de

Saúde do Thumbay Group, nos Emirados

Árabes Unidos, compartilha percepções sobre

a impressionante evolução da empresa até se

tornar um ecossistema de saúde completo.

Suas reflexões em “Lições de Inovação do

Thumbay Group” mostram como a inovação

com propósito, sustentada pela educação e

pelo cuidado ao paciente, pode ampliar o

impacto

em

diversos

setores

enquanto

permanece profundamente conectada às

necessidades da comunidade.

A seção Destaque de Liderança desta edição

apresenta duas visões de liderança distintas,

porém complementares. Além da Dra. Fanta

Aw, conversamos com o Dr. Bertrand Haan,

Vice-Reitor de Assuntos Acadêmicos da

Sorbonne University Abu Dhabi, cuja entrevista,

“História, Humanidade e Ensino Superior”,

explora sua trajetória desde a formação inicial

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

em História até assumir responsabilidades de

liderança na Sorbonne University Abu Dhabi. Ele

destaca especialmente o multilinguismo, a

escuta ativa e a compreensão recíproca como

pilares de sua abordagem, fortalecendo tanto a

excelência acadêmica quanto as conexões

humanas.

No Foco Regional, voltamos o olhar para o Orien-

te Médio, onde o Dr. Ashraf Mahate, membro do

Conselho Consultivo Acadêmico da Studiosity,

analisa novos dados que revelam um otimismo

crescente entre estudantes da região quanto ao

papel da inteligência artificial em suas jornadas

acadêmicas. Seu ensaio, “Estudantes do Oriente

Médio esperam e desejam suporte de IA, e enxer-

gam o futuro com otimismo”, discute as con-

clusões da recente pesquisa de bem-estar da

Studiosity voltada para estudantes da região do

MENA (Oriente Médio e Norte da África). Os dados

sugerem uma série de insights interessantes,

como as altas expectativas dos estudantes da

região quanto à integração da IA em seus

processos educativos.

Na seção Perspectivas Acadêmicas, a Dra. Rahaf

Ajaj, Professora Associada de Saúde Ambiental e

Segurança na Abu Dhabi University, reflete sobre

uma carreira que conecta regulamentação

07

nacional e academia em “Uma carreira de

impacto — minha trajetória de Reguladora

Nacional a Líder Acadêmica”. Seu ensaio nos

lembra que a liderança no ensino superior muitas

vezes nasce do serviço público e do compromis-

so científico, e que carreiras de impacto rara-

mente seguem um caminho linear. Enquanto

isso, Oussama Ramzi Khettabi, doutorando na

Bournemouth University, no Reino Unido, investiga

como as plataformas digitais estão transforman-

do a mobilidade estudantil internacional em

“Como as redes sociais estão moldando a mobi-

lidade estudantil internacional”. Seu trabalho

revela como a vida digital dos estudantes

influencia, cada vez mais, suas decisões sobre

educação global — um movimento que as

universidades precisam compreender se dese-

jam fortalecer suas estratégias de recrutamento.

Juntas, essas contribuições formam um retrato

vívido de um ensino superior em transição — ao

mesmo tempo global e enraizado, orientado por

dados e profundamente humano. Elas nos convi-

dam a considerar que a próxima geração da

internacionalização será definida não apenas

pelos destinos onde os estudantes estudam, mas

pela forma como ideias, culturas e valores circu-

lam entre nós.

Como sempre, esta edição da UniNewsletter

busca oferecer reflexão e direção para o cenário

em evolução do ensino superior. De Abu Dhabi a

Washington, de Bournemouth a Dubai, nossos

colaboradores nos lembram que internacionali-

zação não é apenas uma estratégia institucional

— é um compromisso coletivo com compreensão

mútua, responsabilidade compartilhada e a

construção de um futuro acadêmico mais

conectado.

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

08 | A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA

Akbar Moideen Thumbay

Vice-Presidente, Divisão de Saúde,

Thumbay Group, EAU

A área da saúde nos EAU é

altamente competitiva e

regulada, e as expectativas

dos pacientes não param de

crescer. Por isso, parte da

minha responsabilidade é

garantir que nossos

sistemas sejam sólidos, que

nossos padrões clínicos

acompanhem as referências

globais e que nossas equipes

permaneçam alinhadas à

missão do grupo de oferecer

excelência em saúde guiada

pela educação.

Senhor Akbar, é uma honra recebê-lo entre

as figuras de destaque que participam da

UniNewsletter, nesta entrevista inédita. Para

começarmos, pedimos que você se apre-

sente aos nossos leitores e explique sobre

sua função atual no Thumbay Group.

Agradeço pelo gentil convite. É um prazer par-

ticipar da UniNewsletter. Atualmente, atuo

como Vice-Presidente da Divisão de Saúde do

Thumbay Group, um conglomerado diversifi-

cado fundado pelo meu pai, Dr. Thumbay

Moideen, em Ajman, nos Emirados Árabes

Unidos (EAU). Ao longo dos anos, o grupo

evoluiu de uma única faculdade de medicina

para um ecossistema que engloba edu-

cação, saúde, turismo médico, diagnóstico,

varejo, bem-estar e serviços de estilo de vida.

Na minha função, sou responsável por super-

visionar todo o espectro das operações de

saúde, o que inclui o Thumbay University Hos-

pital — nosso hospital acadêmico de referên-

cia, com 350 leitos — nossa rede de clínicas e

hospitais de atendimento em regime de

day-care, os laboratórios Thumbay Labs e

nossas marcas de varejo em saúde, como a

Thumbay Pharmacy e a Zo & Mo Opticals.

Além disso, lidero nossa divisão de turismo

médico, que conecta nossos serviços a

pacientes internacionais de mais de 87

países.

Meu trabalho não é apenas operacional, mas

também estratégico. A área da saúde nos

EAU é altamente competitiva e regulada, e as

expectativas dos pacientes não param de

crescer. Por isso, parte da minha responsabili-

dade é garantir que nossos sistemas sejam

sólidos, que nossos padrões clínicos acom-

panhem as referências globais e que nossas

equipes permaneçam alinhadas à missão do

grupo de oferecer excelência em saúde guiada

pela educação. Outro ponto essencial é inte-

grar nossa rede de saúde à Gulf Medical

University (GMU), formando um ecossistema

acadêmico de saúde único, no qual os

estudantes aprendem em ambientes clínicos

Lições em inovação

do Thumbay Group:

Um ecossistema de saúde

Entrevista com Akbar Moideen Thumbay, Vice-Presidente

da Divisão de Saúde do Thumbay Group, EAU

Entrevista com Akbar Moideen Thumbay, Vice-Presidente

da Divisão de Saúde do Thumbay Group, EAU

09

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

reais, os pesquisadores identificam desafios

concretos e as equipes clínicas ajudam a

moldar a futura geração de profissionais.

Em resumo, minha função envolve equilibrar

liderança estratégica, gestão da inovação,

supervisão operacional e o compromisso com

a visão iniciada pelo meu pai — uma visão que

busca criar um universo acadêmico de saúde

sustentável, influente globalmente e funda-

mentado na excelência e no impacto comu-

nitário.

Como o senhor mencionou, o Thumbay

Group abrange mais de 20 vertentes de

negócios — educação, saúde, laboratórios,

turismo médico, bem-estar, varejo e mídia.

Como Vice-Presidente da Divisão de Saúde,

como o senhor equilibra inovação

empreendedora

(lançamento

de

novos

serviços ou vertentes) com a manutenção da

qualidade e conformidade regulatória em

setores tão sensíveis como saúde e educação?

Equilibrar inovação com conformidade regu-

latória é essencial para a liderança em saúde e

educação. No nosso contexto, inovação não

pode ser buscada às custas da segurança do

paciente ou da integridade acadêmica; ela

precisa estar incorporada a uma estrutura que

respeite padrões globais. Por isso, nosso ponto

de partida sempre foi a cultura — criar, em

todas as equipes, uma mentalidade de que

qualidade e conformidade não são limitações,

mas sim habilitadores de um crescimento

sustentável.

Labs, buscamos a acreditação CAP desde o

início — não porque fosse uma exigência, mas

porque queríamos que referências internacion-

ais de qualidade estivessem incorporadas aos

nossos sistemas desde o primeiro dia. Essa é a

filosofia que seguimos em todas as nossas

vertentes de saúde e educação: cada novo

empreendimento nasce sobre uma base de

padrões rigorosos, indicadores de qualidade

mensuráveis e treinamento contínuo.

Ao mesmo tempo, a inovação precisa perman-

ecer viva. A área da saúde está passando por

transformações profundas — desde diagnósti-

cos guiados por IA até tratamentos personal-

izados e modelos de atendimento “digital first”.

Para acompanhar esse ritmo, enxergamos a

inovação

como

uma

responsabilidade

contínua. Incentivamos nossos profissionais

clínicos, administradores e equipes acadêmi-

cas a identificar ineficiências, propor novas

ideias e testar soluções.

No fim das contas, qualidade e inovação não

são forças opostas; elas se fortalecem mutua-

mente. Qualidade gera confiança. Confiança

possibilita inovação. E a inovação, quando exe-

cutada de forma responsável, eleva ainda mais

a qualidade. É assim que crescemos sem

perder de vista nossas responsabilidades como

provedores de saúde e educação. .

O senhor liderou e supervisionou a expansão

do Thumbay Labs (com acreditação CAP),

Thumbay Clinics, das divisões de varejo

(como Zo & Mo Opticals, Thumbay Pharmacy,

Nutri Plus Vita) e muito mais. Poderia compar-

tilhar um ou dois empreendimentos dentro do

Thumbay Group que foram especialmente

No fim das contas,

qualidade e inovação

não são forças

opostas; elas se

fortalecem

mutuamente.

Qualidade gera

confiança. Confiança

permite inovação. E a

inovação, quando

executada com

responsabilidade,

eleva ainda mais a

qualidade. É assim

que crescemos sem

perder de vista nossas

responsabilidades

como provedores de

saúde e educação.

10

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

“O futuro do turismo médico pertencerá às instituições

que conseguirem combinar acessibilidade digital com

um atendimento compassivo e de alta qualidade,

oferecido em sistemas conectados globalmente.”

11

difíceis de lançar, e o que aprendeu com esses

desafios sobre expansão para novos domínios

geográficos ou de negócios?

Dois empreendimentos particularmente mar-

cantes em termos de aprendizado foram a

criação do Thumbay Labs e a expansão das

Thumbay Clinics. Cada um trouxe desafios distin-

tos: um exigia credibilidade e rigor técnico; o

outro, confiança comunitária e capacidade de

escala.

Quando lançamos o Thumbay Labs, nossa

ambição não era apenas oferecer serviços diag-

nósticos, mas construir uma rede de laboratórios

de referência alinhada a padrões internacionais.

Conquistar a acreditação CAP exigiu grande

investimento em desenvolvimento de talentos,

sistemas de gestão da qualidade, infraestrutura e

melhoria contínua baseada em auditorias. Isso

nos mostrou que excelência demanda tempo e

recursos; credibilidade não pode ser apressada

— ela deve ser conquistada com consistência.

Por outro lado, a expansão clínicas nos trouxe um

aprendizado diferente: saúde é, acima de tudo,

local. Não importa quão fortes sejam seus siste-

mas, a confiança é construída uma interação de

paciente por vez. Ao entrar em mercados comu-

nitários, compreender nuances culturais, con-

tratar médicos que se conectem com as popu-

lações locais e garantir uma experiência uniforme

entre unidades foram fatores essenciais.

De ambos os empreendimentos, aprendi que

lançar algo nunca é a parte mais difícil — manter

qualidade, cultura e confiança em larga escala é

o verdadeiro desafio.

O turismo médico é uma das frentes de cresci-

mento mais importantes para o Thumbay, com

alcance em mais de 87 países, como o senhor

mencionou. Diante do avanço da telemedicina,

de diagnósticos por IA e de regulações trans-

fronteiriças, como enxerga o futuro do turismo

médico? Além disso, como o Thumbay prepara

estudantes e colaboradores para atuar nesse

cenário global em transformação?

O turismo médico está passando por uma

transformação profunda, impulsionada pela

digitalização, pela acessibilidade dos dados

médicos e pelo aumento da mobilidade global.

Historicamente,

turismo

médico

significava

pacientes viajando para o exterior em busca de

procedimentos complexos ou mais competi-

tivos em custo. Hoje, a jornada muitas vezes

começa de forma virtual, com consultas online,

segundas opiniões e diagnósticos guiados por

IA.

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

O sistema acadêmico de saúde que operamos é

baseado no princípio de que educação, pesquisa e

atendimento clínico devem se fortalecer mutua-

mente, e não existir em compartimentos separa-

dos. A GMU é o núcleo acadêmico, e nossos hospi-

tais e clínicas são o ecossistema vivo onde o con-

hecimento é aplicado, testado e aperfeiçoado em

tempo real.

Os estudantes da GMU são formados em ambi-

entes reais de cuidado ao paciente, trabalhando

lado a lado com clínicos e pesquisadores. Isso

resulta em profissionais que não apenas têm uma

base acadêmica sólida, mas também conhecem

profundamente as realidades da saúde contem-

porânea.

Enquanto isso, a pesquisa é impulsionada pelas

necessidades reais dos pacientes identificadas em

nossos hospitais. Seja em áreas como IA aplicada

a diagnósticos, inovação biomédica ou pesquisa

clínica translacional, os braços acadêmico e clínico

desenvolvem soluções de forma conjunta.

Em essência, nosso sistema de saúde não é um

modelo de serviço puramente operacional, mas

sim um sistema que tem a aprendizagem como

seu elemento central.

Como o senhor explicou, seu pai, Dr. Thumbay

Moideen, lançou bases sólidas para o grupo,

incluindo o primeiro curso médico privado, e

agora o senhor assumiu a liderança da Divisão de

Saúde. De que forma sua visão empreendedora

se diferencia ou se apoia na filosofia original do

grupo? E onde o senhor enxerga as maiores opor-

tunidades de crescimento para o Thumbay nos

próximos cinco anos — seja geograficamente ou

por setor?

12

No Thumbay, estamos adotando essa mudança

de forma estratégica. Operamos equipes multi-

língues de coordenação de pacientes, oferece-

mos teleconsultas antes da chegada e damos

suporte digital no acompanhamento pós-trata-

mento, quando o paciente já retornou ao seu

país. Nosso departamento de turismo médico

trabalha em estreita colaboração com embaix-

adas, agências governamentais e seguradoras

internacionais para reduzir os pontos de fricção

que geralmente dificultam o atendimento

transfronteiriço.

O que realmente nos diferencia, no entanto, é a

integração com a Gulf Medical University. A GMU

prepara estudantes e profissionais de saúde

para atuar em ambientes diversos, multicul-

turais

e

tecnologicamente

habilitados.

Os

alunos aprendem não apenas a ciência médica,

mas

também

comunicação

intercultural,

colaboração

interdisciplinar

e

gestão

da

experiência do paciente — habilidades essenci-

ais para a oferta de cuidados em escala global.

O futuro do turismo médico pertencerá às insti-

tuições que conseguirem combinar acessibili-

dade digital com um atendimento compassivo

e de alta qualidade, oferecido em sistemas

conectados globalmente.

Como o senhor mencionou, a GMU e a rede de

hospitais acadêmicos do Thumbay são cen-

trais para o seu modelo. À medida que vocês

expandem o sistema acadêmico de saúde

(hospitais, clínicas, unidades de day-care,

laboratórios),

como

conseguem

integrar

inovação, pesquisa e ensino simultaneamente

— sem que uma função se sobreponha às

outras?

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

“A próxima era para o

Thumbay será marcada

por se tornar um

ecossistema acadêmico

de saúde reconhecido

globalmente, baseado em

tecnologia e totalmente

centrado no paciente.”

13

A visão do meu pai sempre foi baseada no

serviço: usar educação e saúde para fortalecer

comunidades e desenvolver capital humano.

Essa base permanece a mesma. Meu papel

tem sido expandir, modernizar e globalizar essa

visão.

Enquanto ele se concentrou em criar institu-

ições, meu foco tem sido escalá-las — inter-

nacionalmente e digitalmente. Onde antes a

infraestrutura definia nosso crescimento, hoje

são os dados, a tecnologia e as parcerias que

impulsionam esse avanço.

Pensando no futuro, vejo grandes oportuni-

dades em plataformas digitais de saúde, diag-

nósticos guiados por IA, centros especializados

de reabilitação, integração de tecnologias

vestíveis e expansão para mercados emergen-

tes na África e na Ásia.

A próxima era para o Thumbay será marcada

por se tornar um ecossistema acadêmico de

saúde reconhecido globalmente, baseado em

tecnologia e totalmente centrado no paciente.

Para finalizar, o Thumbay Group estabeleceu

publicamente metas como multiplicar o

negócio quase por dez, aumentar o número de

colaboradores, expandir globalmente e inovar

continuamente (por exemplo, digitalização,

acreditações etc.). Quais são os maiores

obstáculos internos que o senhor prevê para

alcançar esses objetivos ambiciosos? E quais

estratégias

estão

sendo

usadas

para

superá-los?

Um crescimento tão ambicioso inevitavel-

mente traz desafios. Os mais significativos

incluem atrair e reter talentos globais, manter a

cultura e a unidade entre mais de 50 nacionali-

dades,

garantir

resiliência

financeira

em

setores de alto investimento e impulsionar a

transformação digital.

Para

enfrentar

esses

desafios,

estamos

investindo fortemente em desenvolvimento

profissional contínuo, automação e digital-

ização, formação de lideranças e diversificação

de receitas.

A chave é equilibrar disciplina com adaptabil-

idade. Crescer exige clareza estratégica, con-

sistência operacional e uma cultura que valor-

ize o aprendizado.

Com essas bases, acreditamos que estamos

bem posicionados para expandir globalmente

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

14

DESTAQUE DE LIDERANÇA

Dra. Fanta Aw

Diretora Executiva e CEO

NAFSA: Associação de Educadores Internacionais

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

MATÉRIA DE CAPA

Dra. Fanta, estamos muito honrados em

apresentá-la como nossa líder em destaque

nesta edição da UniNewsletter para discutir

a internacionalização do ensino superior.

Sua trajetória — da infância no Mali, passan-

do por três décadas na American University,

até chegar à liderança da NAFSA — é

extraordinária. Poderia compartilhar um

pouco do seu percurso com nossos leitores,

talvez

refletindo

sobre

uma

ou

duas

experiências decisivas que moldaram sua

visão sobre educação global?

Eu costumo dizer que a minha história pes-

soal e profissional é, essencialmente, a

história da educação internacional. Saí do

Mali ainda muito jovem e me mudei para a

Libéria por causa do trabalho do meu pai. Sou

aquilo que muitos chamam de “nômade

global” ou “adulta de terceira cultura”. Fiz

meus estudos em francês — em liceus em

Monróvia, Washington D.C. e Nairóbi — antes

de retornar aos EUA para a faculdade. Ter

acesso tão cedo a uma educação global

moldou profundamente minha visão de

mundo. Criar amizades que atravessavam

fronteiras e culturas me fez enxergar o valor

das trocas interculturais. Na universidade, a

gentileza de desconhecidos, professores que

acreditaram em mim e comunidades que me

acolheram ensinaram-me que educação

não é apenas acumular conhecimento —

envolve pertencimento e transformação.

Um dos momentos decisivos para mim acon-

teceu logo no começo da minha jornada na

American University. Eu fazia parte de uma

turma extremamente diversa — todos nós

longe de casa, mas encontrando um lar uns

nos outros. Essa experiência abriu meus

olhos para as conexões humanas profundas

que a educação internacional permite. E

reforçou minha convicção de que a inclusão

precisa estar no centro de tudo o que

fazemos.

O segundo ponto de virada veio mais tarde

na minha carreira, quando percebi que

decisões políticas, tomadas em capitais e

salas de reunião, podem abrir ou fechar

portas para estudantes como eu fui um dia.

Essa consciência me levou à defesa de inter-

esses e ao compromisso com a missão da

“Um dos momentos decisivos para

mim aconteceu logo no começo da

minha jornada na American

University. Eu fazia parte de uma

turma extremamente diversa — todos

nós longe de casa, mas encontrando

um lar uns nos outros. Essa

experiência abriu meus olhos para as

conexões humanas profundas que a

educação internacional permite. ”

NAFSA: Sobre se tornar

“o grande ponto de encontro e a consciência

da educação internacional”

15

Entrevista com a Dra. Fanta Aw, Diretora Executiva e CEO

da NAFSA: Associação de Educadores Internacionais

Entrevista com a Dra. Fanta Aw, Diretora Executiva e CEO

da NAFSA: Associação de Educadores Internacionais

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

NAFSA: promover a educação internacional

não como privilégio de poucos, mas como

uma ponte de entendimento e paz para

todos.

Como diretora executiva e CEO da NAFSA (e

anteriormente sua presidente), a senhora

lidera uma organização com mais de 10.000

membros, distribuídos por mais de 4.000

instituições em mais de 140 países. Como

equilibrar necessidades e perspectivas tão

diversas ao definir prioridades estratégicas?

Tudo começa com humildade. Você não con-

segue liderar uma rede global desse taman-

ho enxergando apenas um único ponto de

vista. É preciso ouvir de verdade — desde

universidades em Gana e na Alemanha, até

community colleges no Arizona ou em Alberta,

passando por ministérios da educação e ONGs

na Índia ou na Indonésia. A beleza da membre-

sia da NAFSA está justamente nessa complexi-

dade.

Nossas prioridades estratégicas nascem do

diálogo. Investimos muito em processos de

consulta, por meio do conselho, de líderes

regionais e de parceiros, porque contexto

importa. O que tira o sono de um vice-chancel-

er em Nairóbi não é o mesmo que preocupa um

reitor em Boston. Mas, apesar das diferenças, há

aspirações comuns: relevância, equidade e

resiliência.

Meu papel é criar esse tecido de conexão —

transformar essa diversidade de perspectivas

em impacto coletivo. É por isso que nossa

estratégia atual está focada em preparar a

organização para o futuro: fortalecer nossa voz

na defesa de interesses, aprofundar parcerias

globais e garantir que nossos programas

capacitem educadores e instituições para

prosperar em uma era de disrupção.

“Internacionalização” é um termo usado com

muita amplitude. Na sua visão, como ele

deveria ser reconceitualizado para a era atual,

marcada por tensões geopolíticas, transfor-

mação digital e crise climática? Como seria

uma internacionalização realmente significa-

tiva hoje?

Precisamos ir além da ideia de que internacion-

alização se resume a mobilidade ou recruta-

mento. Esses elementos continuam impor-

tantes, mas já não bastam.

Você não consegue liderar

uma rede global desse

tamanho enxergando apenas

um único ponto de vista. É

preciso ouvir de verdade —

desde universidades em Gana

e na Alemanha, até

community colleges no

Arizona ou em Alberta,

passando por ministérios da

educação e ONGs na Índia ou

na Indonésia. A beleza da

membresia da NAFSA está

justamente nessa

complexidade.

16

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

“Estamos entrando no

que chamo de a próxima

geração da

internacionalização —

um momento em que

ferramentas digitais nos

permitem conectar

comunidades de

aprendizagem de

formas antes

inimagináveis, mas em

que ética e equidade

precisam orientar o uso

dessas tecnologias. Ao

adotarmos IA,

intercâmbio virtual e

mobilidade híbrida,

temos de nos perguntar:

quem está ficando de

fora? Quem se

beneficia? E como

garantir reciprocidade

em vez de fluxos

unilaterais?”

17

Uma internacionalização significativa, em 2025 e nos próxi-

mos anos, precisa ser centrada nas pessoas, guiada por

valores e consciente do planeta. Trata-se de promover a

circulação de conhecimento e ideias de maneira que

responda aos desafios globais que compartilhamos — da

adaptação climática à saúde pública, passando pela

inteligência artificial. É cocriar soluções com nossos parcei-

ros, não exportar modelos para eles.

Estamos entrando no que chamo de a próxima geração da

internacionalização — um momento em que ferramentas

digitais

nos

permitem

conectar

comunidades

de

aprendizagem de formas antes inimagináveis, mas em que

ética e equidade precisam orientar o uso dessas tecnolo-

gias. Ao adotarmos IA, intercâmbio virtual e mobilidade

híbrida, temos de nos perguntar: quem está ficando de

fora? Quem se beneficia? E como garantir reciprocidade em

vez de fluxos unilaterais?

No fim das contas, internacionalizar é trabalhar pelo avanço

da justiça, da sustentabilidade e da paz. Isso já não é um

luxo ou um instrumento de soft power — é essencial para a

sobrevivência coletiva.

A NAFSA tem um histórico forte de defesa de interesses,

políticas públicas e questões de visto/imigração que

afetam estudantes internacionais. Quais são hoje os

desafios de política mais urgentes, e como a NAFSA está

se posicionando para respondê-los? E além das políticas

de imigração, que papel comunidades locais e governos

estaduais podem desempenhar no apoio ao sentimento

de pertencimento desses estudantes?

Estamos em um momento decisivo. Nos EUA, a incerteza em

torno de vistos, do Treinamento Prático Opcional (OPT) e

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

“As líderes da próxima

década serão as

instituições que

entenderem o

engajamento global

não como um

“acessório”, mas como

parte fundamental do

seu propósito

acadêmico e social.”

18

das autorizações de trabalho continua criando

sinais contraditórios para estudantes internac-

ionais. E isso acontece em um cenário global

em que a mobilidade é redesenhada por

tensões geopolíticas, pela crise climática e pela

crescente competição por talentos.

Na NAFSA, estamos atuando em várias frentes:

Mas políticas, por si só, não bastam. O sentimen-

to de pertencimento nasce das comunidades.

Já vi tanto cidades pequenas em Iowa quanto

metrópoles como Boston se mobilizarem para

acolher estudantes internacionais, com progra-

mas de famílias anfitriãs, estágios locais e par-

cerias cívicas. Governos estaduais também têm

um papel essencial, investindo em caminhos de

carreira que ajudem a reter talentos globais.

Pertencimento é algo que se constrói junto — é

responsabilidade de todos.

Nos últimos anos, muitas instituições enfren-

taram queda nas matrículas internacionais,

mudanças nos fluxos globais de talentos e

pressões relacionadas a custos e cadeias de

suprimentos. Quais estratégias a senhora tem

visto — ou recomendaria — para instituições

que buscam se adaptar e manter resiliência

em seus esforços de engajamento global?

Resiliência, neste momento, exige reimaginação.

As

instituições

precisam

superar

modelos

transacionais de recrutamento e avançar para

ecossistemas relacionais baseados em parceri-

as de longo prazo e valor compartilhado.

Primeiro,

diversificação

é

essencial,

tanto

geográfica quanto programática. Os grandes

destinos tradicionais não podem mais depender

de uma posição histórica de liderança. Novos

polos de colaboração estão surgindo na África,

Ásia, América Latina e Europa, oferecendo mod-

elos diferentes e inovadores.

Segundo, as instituições precisam alinhar seu

engajamento global ao seu propósito e estraté-

gia. Isso significa integrar a internacionalização

em toda a universidade — conectando-a ao

desenvolvimento da força de trabalho, à pesqui-

sa colaborativa, aos objetivos de sustentabili-

dade e ao envolvimento comunitário.

Terceiro, liderança e dados importam. Precis-

Defesa de interesses: Estamos liderando

coalizões como U.S. for Success para garantir

que formuladores de políticas compreendam

que a educação internacional não beneficia

apenas os estudantes — ela é vital para a

economia dos EUA, para a segurança nacional

e para o ecossistema de inovação.

Dados e pesquisa: Estamos produzindo diag-

nósticos e evidências que mostram de forma

clara o impacto econômico, cultural e social

dos estudantes internacionais nas comuni-

dades locais.

Reforma de políticas: Continuamos a defend-

er uma estratégia nacional coordenada para

a educação internacional, alinhando políticas

de imigração, força de trabalho e educação

para

que

os

EUA

possam

competir

globalmente.

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA

amos usar evidências para tomar decisões sobre

mercados, parcerias e impacto. Mas também

precisamos investir nas pessoas — os profissionais

que tornam esse trabalho possível.

Por fim, agilidade. As instituições que prosperarão

serão aquelas que se adaptarem rapidamente,

adotarem inovação e colocarem a inclusão e a

reciprocidade no centro. As líderes da próxima

década serão as instituições que entendem o

engajamento global não como um “acessório”, mas

como

parte

fundamental

do

seu

propósito

acadêmico e social.

Equidade, inclusão e abordagens decoloniais vêm

ganhando centralidade no discurso do ensino

superior. Como a NAFSA tem incorporado esses

valores em suas práticas, programas e no apoio às

instituições associadas? O que isso significa na

prática?

Equidade e inclusão não são projetos paralelos; são

a base do nosso trabalho. Por muito tempo, a edu-

cação internacional foi moldada por fluxos unidire-

cionais e por paradigmas euro-americanos. Precis-

amos questionar esse legado de maneira honesta e

reconstruir o campo com humildade e coragem.

Na NAFSA, esse compromisso aparece de formas

muito concretas:

“Assumir uma

perspectiva

decolonial

significa passar da

extração para a

troca, da

representação

para a autoria

compartilhada.

Significa

reconhecer que o

conhecimento é

plural — e que o

futuro da

educação

internacional

depende de

honrarmos essa

pluralidade.”

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Diversificação da liderança e das vozes em todos

os nossos eventos — garantindo que perspectivas

globais, especialmente do Sul Global, não sejam

tratadas como exceção, mas colocadas no centro.

Reestruturação dos nossos prêmios e bolsas,

abrindo oportunidades reais para profissionais

sub-representados e novas lideranças.

A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA |

strução do futuro da educação internacional?

E qual legado a senhora espera deixar em sua

gestão?

Minha visão é que a NAFSA se tornará a grande

articuladora e consciência global da educação

internacional — um espaço onde ideias, evidên-

cias e ação se encontram para moldar um

mundo mais justo e interconectado.

Estamos no meio de um trabalho profunda-

mente transformador na NAFSA. Estamos reim-

aginando nosso modelo de negócios, investin-

do em dados e tecnologia, ampliando nossas

parcerias com governos e organizações globais

e nos posicionando como um hub de inovação

e insights em políticas públicas.

Na próxima década, vejo a NAFSA:

Quanto ao legado — se, daqui a alguns anos, as

Assumir uma perspectiva decolonial significa

passar da extração para a troca, da repre-

sentação para a autoria compartilhada. Signifi-

ca reconhecer que o conhecimento é plural — e

que o futuro da educação internacional

depende de honrarmos essa pluralidade.

Liderar uma organização global exige sensibil-

idade às diversidades cultural, política e

linguística. Quais práticas, mentalidades ou

hábitos de liderança a senhora desenvolveu

para lidar com essas complexidades?

Aprendi que liderança não é ser a voz mais alta

na sala — é criar espaço para que os outros

possam ser ouvidos.

Três hábitos têm me guiado:

Investimento em produção de conhecimento

em diferentes contextos, por meio de iniciati-

vas como o WES—NAFSA African Fellows

Program e os Fóruns da América Latina e da

África.

Revisão interna de sistemas e cultura organ-

izacional, para assegurar que pertencimento

seja algo vivido no dia a dia — e não apenas

uma declaração.

Escutar com curiosidade:

Encaro

cada

encontro como uma aprendiz. Seja em Riade,

Senegal, Kuala Lumpur ou Santiago, busco

entender antes de falar. Contexto é tudo.

Liderar com empatia e clareza: Em momen-

tos de crise ou incerteza, as pessoas buscam

tanto compaixão quanto direção. Acredito em

nomear as realidades de forma honesta, mas

também manter espaço para a esperança.

Praticar reflexão e movimento: Minhas

caminhadas diárias — muitas vezes uns 8km

— são meu refúgio. É onde processo ideias,

encontro perspectiva e me reconecto com

meu propósito. Liderança exige renovação

constante.

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E talvez mais importante, lidero a partir de um

senso de ubuntu — a filosofia africana que nos

lembra: “Eu sou porque nós somos.” Em um

mundo polarizado, o ubuntu funciona como

uma bússola moral. Lembra-nos de que lider-

ança não tem a ver com controle, e sim com

conexão.

Pensando nos próximos 5 a 10 anos, qual é a

sua visão para o papel da NAFSA na con-

Ajudando a moldar o futuro da mobilidade

global e dos ecossistemas de aprendizagem —

desde orientação impulsionada por IA até

novos modelos híbridos de intercâmbio.

Defendendo a educação internacional como

um bem público — essencial para a democra-

cia, a construção da paz e o desenvolvimento

sustentável.

| A Próxima Geração da Internacionalização: Lições da NAFSA